Quarta fragata começa a ser fabricada em projeto que deve movimentar até 23 mil empregos

O primeiro corte de chapa marca a passagem da etapa de projeto para a fase de construção. Marco que só é alcançado após a conclusão e aprovação do projeto detalhado da embarcação, assegurando que todos os requisitos de engenharia, planejamento e logística estejam devidamente definidos. Estiveram presentes no evento representantes da Marinha, Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron).
Com o início da fabricação da F203, o estaleiro atinge o pico de produção do programa, passando a construir simultaneamente as quatro fragatas previstas, todas em Itajaí.
Batizada em homenagem ao herói da Guerra da Tríplice Aliança, o Primeiro-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, a fragata recebe o nome do oficial que esteve à frente do Encouraçado Tamandaré, um dos primeiros navios com couraça construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e incorporados pela Marinha do Brasil.
O militar morreu em combate após o Encouraçado Tamandaré ser atingido durante o bombardeio ao Forte de Itapiru, em 1866. Na ocasião, 34 oficiais que estavam à bordo foram feridos, incluído o comandante, que não resistiu e faleceu no dia seguinte ao ataque.
A expectativa é de que a fragata “Mariz e Barros” seja lançada em 2027 e incorporada à Marinha do Brasil até o ano de 2029. A embarcação poderá atingir a velocidade de 25 nós, que equivale a cerca de 47
km/h e terá um alto poder combatente.
Sobre o programa Fragatas Classe “Tamandaré”
Conduzido desde 2017 pela Marinha do Brasil, executado pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis e gerenciado pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), o Projeto Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT), prevê a fabricação de quatro navios de defesa de alta complexidade tecnológica, e com poder operacional para patrulhar as Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), atuando na fiscalização e proteção das atividades econômicas, principalmente a petrolífera e a pesqueira.
As quatro Fragatas inicialmente previstas também poderão desempenhar o papel de escoltas versáteis, capazes de enfrentar múltiplas ameaças. Elas serão empregadas na proteção do tráfego marítimo e poderão executar missões de defesa próxima ou distante do litoral brasileiro.

Todas as embarcações poderão ser empregadas na proteção às unidades componentes do Corpo Principal de Forças Navais, e áreas afastadas, compondo Grupos de Ação de Superfície ou como Unidades de Busca e Ataque a submarinos.
O PFCT faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), no eixo de Inovação para a Indústria de Defesa, garantindo maiores investimentos e incentivando a nacionalização de sistemas avançados. O programa também capacita empresas brasileiras na produção, manutenção e modernização dos recursos utilizados ao longo de todo o ciclo de vida das fragatas.
A expectativa é de que sejam gerados cerca de 23 mil empregos, sendo 2 mil oportunidades diretas, 6 mil vagas indiretas e 15 mil induzidas durante todo o processo de construção das embarcações da Classe “Tamandaré”.
As primeiras três fragatas
O primeiro navio da Classe, nomeado “Tamandaré” (F200), foi lançado ao mar em agosto de 2024 e
passou pelos testes de aceitação do mar em 2025.
Fragata “Tamandaré” (F200), primeira da Classe, foi lançada ao mar aberto em agosto de 2024 e
passou pelos testes de aceitação do mar em 2025. A embarcação está prevista para ser incorporada ao Setor Operativo da Marinha do Brasil ainda no primeiro semestre de 2026.
Já a segunda fragata, batizada como “Jerônimo de Albuquerque” (F201), passou pela cerimônia de
batimento de quilha em junho de 2024 e foi lançada ao mar em agosto de 2025. As provas de mar
da embarcação estão previstas para meados de 2026.
A terceira embarcação, a a Fragata “Cunha Moreira” (F202), passou pela cerimonia de corte da primeira chapa em novembro de 2024 e está atualmente em fase de produção. Segundo a Marinha do Brasil, a expectativa é de que a fragata seja lançada em julho de 2026